SEM CINTO

      Semana passada, vim do Rio para Vitória em ônibus da Itapemirim, coisa que não fazia há muito tempo. Não viajar de ônibus, porque uso pouco avião, mas viajar pela Itapemirim. Um funcionário distribuiu para cada passageiro um exemplar da revista da empresa, Na Poltrona. O ônibus já estava saindo quando constatei que em minha cadeira não havia cinto de segurança. Percebi que outros dois passageiros próximos constatavam o mesmo.

      Perguntei ao motorista. Ele informou que nenhum ônibus daquele modelo – que aos poucos está saindo de linha – tem cinto de segurança. A essa altura o ônibus já estava na ponte Rio-Niterói. Folheando a revista, me deparo com um anúncio curioso, na página 54: “Use o cinto de segurança. É seu direito e dever.” Soou como uma ironia. Foi uma viagem tensa.


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