Tércio Tércio Tércio!

Vitória perdeu um poeta. Um menino precoce que aos 14 escreveu No reino do rei reinante. Tércio viu, menino ainda, a sua peça ser encenada com sucesso. Publicou um livro de poemas. Deixou outro pronto pra sair.

Todos nós, amigos, perdemos uma pessoa sensível, um gentleman que não conseguia se encaixar direito nesse mundo: “via o mundo um lugar inviável”.

Eu perdi um amigo a quem devotava um afeto imenso.

Acrescento um mínimo do que Tércio escreveu. Tércio se foi com a bruma, com a névoa branca, mágica como as páginas do Hobbit que ele amava e que me emprestou numa tarde de 1985.

“Nuvens de chuva sobre a ilha

 Vento sudeste frio.

 Não barcos se aventuram

 No mar revolto.”


About this entry